terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Moralistas Sem Moral

Lindbergh Farias (PT-RJ)
A publicação dos diários de Fernando Henrique Cardoso escritos durante os dois primeiros anos de seu mandato traz revelações importantes num momento em que há tanta hipocrisia e indignação seletiva por parte dos tucanos, disse Lindbergh hoje no plenário. Ele destacou que, no livro a ser lançado na próxima semana, o ex-presidente assume que teve conhecimento de um “escândalo” que ocorria na Petrobras, mas optou por não tomar nenhuma providência. Isso é crime de prevaricação, pois toda autoridade tem o compromisso de denunciar quando há conhecimento de irregularidades.

O senador também abordou o trecho em que FHC declara que seu "engavetador-geral da república", Geraldo Brindeiro, colocou um ponto final nas denúncias contra o presidente da Câmara na época, o deputado Luís Eduardo Magalhães, filho de seu aliado ACM. O tucano considerou que a Polícia Federal havia ultrapassado os limites nas investigações do caso que veio a ser conhecido como Pasta Rosa.

Praticamente não havia investigação no governo tucano, afirmou Lindbergh. Para se ter uma ideia, a média de operações realizadas pela PF era de apenas seis anuais. Já nos governos de Lula e Dilma, o órgão ganhou autonomia e realizou uma média 220 operações por ano. Que diferença!

Ele lembrou ainda que o Ministério Público não atuava com liberdade nos tempos de FHC, que nomeou Brindeiro três vezes consecutivas sem eleições e na quarta, quando houve uma votação entre os procuradores-gerais indicados, o engavetador ficou em sétimo lugar e mesmo assim foi nomeado. Só foi a partir do governo Lula que se efetivou a independência do MP, com a escolha do procurador-geral sempre mais votado.

"Justiça se faça à presidenta Dilma. Hoje não há interferência alguma no Ministério Público e na Polícia Federal, que têm autonomia para agir. Isso não existia no governo de FHC", completou Lindbergh”.

Por: Lindbergh Farias (PT-RJ)
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